sábado, 13 de dezembro de 2008

Picadeiro

Controlando a emoção, eu sou eu, sem simular
vivendo cada momento procuro achar o tom certo, cantar sem desafinar.
No grande circo da vida, se preciso, sou artista
acrobata, malabarista, e até mesmo trapezista para me equilibrar.
Quase sempre sou palhaço,
vivo dando cambalhotas e até conto anedotas...
E faço a platéia rir enquanto eu vou chorar.
No meio do picadeiro do espetáculo da vida nunca sou um animal,peçonhento,irracional, personificando o mal, na busca do ilegal e agindo sem ter moral prá platéia amedrontar...
Se o palco está armado pro espetáculo da vida, sei encarar meu papel,
não faço cara de santo que bamboleia no céu.
O meu circo dos horrores já tem figura central...
com papel bem definido, nem mágico ou equilibrista, nem tampouco trapezista
afinal nem é artista pois nem talento ele tem.
Vive o poder do dinheiro no meio do picadeiro...nunca foi um ser normal.
No meu circo dos horrores, ele é o animal.
Repetindo experiências sem perder a emoção, faço da vida uma arte e nem sempre tenho razão.
Sou feliz fazendo rimas no picadeiro da vida.
Se sou jogada na arena mantenho a cabeça erguida.
E sou eu...sou muito eu.
E vivo sem simular, dando minhas cambalhotas e fazendo dar risadas, andando na corda bamba,
balançando no trapézio, nem sempre falando sério...
Eu sei me equilibrar!

Destrambelhada

(Para pessoas que se preocupam muito com a vida dos outros esquecendo-se da própria vida)

Já me chamaram de louca por ser tão destrambelhada,
por não medir as palavras e dizer tudo que falo,
disparando, não me calo.
E vou longe prá encontrar e achar a frase certa,
e é aquela que acho que o outro deve escutar...
Se acaso alguém se ofende com meu modo de pensar, mesmo assim digo o que penso...
prá depois me desculpar.
Sou pessoa transparente e falo com o coração,
sou sincera, muito franca, chego a ser mal educada e me esqueço da "razão".
Não sou falsa, nem discreta...
Se algo não me agrada ou percebo fingimento, falo alto, não me calo.
E aquele que é falso não consigo ignorar.
Falo, falo, falo e falo...
Minha língua já tem calo de tanto, tanto falar.
Defendendo a verdade ou um amigo leal,
o que penso eu assumo, o que escrevo assino embaixo.
Não consigo me calar.
Se disparar não me calo...é bom nem se descuidar.
Falo, falo, falo e falo...pareço disco arranhado.
Sou uma metralhadora quando começa a atirar.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Comunicação

É simplesmente impossível manter um relacionamento (seja qual for) sem diálogo.A conversa, a exposição de pontos de vista, a discordância no modo de pensar, tudo isso, movimenta o pensamento e a vida da pessoa.O trabalho mental é que faz a gente ter vontade de viver.Ser obrigada a calar-se sempre, ser obrigada a omitir-se, ser omissa para agradar não é meu forte.Gosto de expor minhas idéias e meus pontos de vista.Gosto de expor minhas opiniões e quando não concordo digo em alto e bom som e tom.As vezes reconheço que sou bastante autoritária, mas sincera.
Há pessoas que pensam que vivo em auto astral.É o que procuro mostrar socialmente, afinal, quem convive com a gente não têm culpa.
E assim vou levando a vida num mundo onde se omitem, se calam, não assumem os próprios erros, se acomodam.É muito mais fácil viver o próprio egoísmo, pensar só em si mesmo e curtir a vida.E eu...que me dane.
Então prefiro fechar-me em meus pensamentos, fazer teatro constantemente sem ser marionete nem tampouco mamulengo de ninguém.
Afinal, na minha idade, já era hora de ter sossego e paz de espírito.
Dialogar, comunicar-me sem ser criticada me faz muita falta.
Quando isso não é possível em casa procuro em outros lugares...
E sempre acho gente inteligente, de bom papo e raciocínio lógico.