sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Propósito...

A partir de hoje, não pretendo mais me sacrificar por ninguém.
Viverei minha vida do meu modo...
Tudo fiz para cada um que me rodeia até além do que podia ou devia.Cometi erros e acertos mas sempre cuidei fazendo o que achava estar melhor para cada um.A dedicação foi total, individual e exclusiva.
Agora, aos 62 anos de idade resolvi que eu sou Eu e que cada um seja ele próprio.Só tenho sido acusada de erros, erros e mais erros.Culpam-me de tudo que não deu certo, inclusive as imprudências, fracassos, burradas, insucessos...Tudo que não deu certo a mim é atribuida a culpa.
Nada mais tenho, sequer força,saúde ou disposição.Tiraram-me até os sonhos e o direito de sonhar. Não pretendo interferir em erros, acertos, derrotas ou vitórias de ninguém.Que cada um, sozinho, se vire de hoje em diante.
Somos todos livres e SOZINHOS.
E que cada um na sua, torne-se alforriado e totalmente capaz de assumir seus dons, talentos, problemas e sofrimentos.
Minha responsabilidade fica restrita a Karllota e Kattarina...até que a morte nos separe.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Nuvens...

Nada melhor que observar nuvens no céu.Elas se movimentam como num ballet formando figuras fantásticas que se movem e mudam ao sabor da imaginação.A imaginação é mágica...Ela nos permite viajar no tempo e flutuar no espaço.E assim as figuras no céu vão se modificando ao sabor do vento e dos sonhos.Flores, pássaros, rostos... Observando e sentindo sonhos se concretizam.Mas nuvens são passageiras e se dissipam ao sabor do farfalhar dos ventos.
A medida que novas imagens se formam a fantasia aumenta...sol, lua, estrelas, paz...E novamente tudo se dissipa.
Isso me fez pensar na vida.Ela também, como as nuvens, é passageira e podemos fantasiá-la ao sabor de nossos sonhos.
A vida é efêmera...ela se esvai lentamente a medida que frustrações se apossam de nós.Por isso é preciso saber viver, formar figuras nas nuvens e viajar ao sabor dos sonhos antes que algum vento mais forte nos leve em outra direção de onde é impossível voltar...

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Fantasiando....

O vento não sopra na direção de quem não sabe para onde ir.Por isso, qual embarcação sem rumo, navego a deriva de meus pensamentos.Será que ainda penso?Se penso é porque ainda existo...
Mas sem rumo, sem direção, sem saber por onde seguir.Logo sou inexistente.Não conto nem significo nada.
É melhor não pensar mesmo.Criar um mundo de faz de conta, cheio de fadas, duendes,príncipe e princesa...Um rei?Não, geralmente um rei é muito imponente e não gosto de pessoas assim.Um príncipe que vira sapo?Não acho melhor sapo virar príncipe .Seria mais humilde, menos fantasioso e mais real, afinal de contas estaria acostumado a andar com as patinhas no chão.E a minha princesa?Essa seria perfeita, em beleza exterior e interior, com um coração em que caberia o mundo.Sensata, segura, esforçada, inteligente, graciosa, prestativa e principalmente feliz.Muito feliz!Minha princesa jamais sofreria.Eu seria sua fada madrinha e ela teria também um duende protetor. Viveria numa redoma, protegida de tudo e de todos que pelo menos pensassem em fazê-la sofrer.
É uma pena que o vento não sopre na direção de quem não sabe para onde ir.Por isso, não consigo, por mais que queira tornar meu mundo imaginário uma realidade.O melhor é não pensar...
Quem sabe um dia desses o vento venha a soprar em outra direção e eu aprenda a não viver na ilha da fantasia.

Esperança...

Há muito não escrevia. Acordei num clima de tristeza hoje.Aliás, nesses últimos dias tenho vivido bastante angustiada.Motivos não faltam.Não sei como superá-los e já nem forças mais tenho para remar contra a corrente.Sempre pensei num futuro diferente e tenho certeza que lutei a vida toda para que isso acontecesse.Não fui a sorteada para dias tranquilos e felizes.Não sei fingir quando a frustração me corroi, meu castelo de sonhos desabou há muito tempo e meu eu sente-se fracassado.
Não me coube escolher o futuro.Isso não é possível a ninguém fazer.Mas tenho certeza que lutei para que o meu fosse melhor.Mas, já que "o que não tem remédio, remediado está" só me resta aceitar as coisas como se apresentam. Aceitar e enfrentar.Se me fosse possível fazer o tempo parar e voltar há anos atrás muita coisa eu faria de novo e da mesma maneira..Outras não.
Aprendi que a cada um de nós é reservada uma carga a transportar pela vida.E não adianta querer se livrar dela.Não se põe na porta dos outros o que a nós foi destinado.Então, resta-me tentar seguir em frente apesar de todo desânimo que vem me dominando.
Afinal, se a esperança é "a última que morre" quem sabe ela ainda vai bater na minha porta também?